sábado, 18 de julho de 2009

Finalmente, o deserto!




Depois das kasbahs, o deserto. Avançamos na direcção de Erfoud e das dunas de Merzouga. Aqui, já é o deserto a sério, das dunas, da areia dourada, finíssima, morna do sol do fim da tarde, onde apetece enterrar os pés nús. O deserto dos camelos e dos seus cameleiros, cobertos com as suas djellabahs e os seus turbantes azuis. O deserto do silêncio.


O vento morno fazia a areia rodopiar e entrar nas camisolas e nas máquinas fotográficas e na boca. Mas, num certo momento mágico, o céu começou a tingir-se dos vermelhos, laranjas e roxos mais improváveis, e o sol caiu atrás das dunas e das montanhas, ao fundo do horizonte. No mesmo momento mágico, o vento parou e tudo ficou subitamente imóvel. Nem um movimento, nem um som.


Aqui, o nosso silêncio é sempre povoado de pequenos barulhos, cigarras, um carro que passa, um grito ao longe, a folhagem que abana, um cão que ladra. No deserto não se ouve um som e essa é uma sensação esmagadora.

Começa o regresso ao local de encontro. E recomeçam os sons. Ouvem-se os passos cadenciados dos camelos na areia. Ou os nossos próprios passos. Mas aquele momento mágico fica para sempre com quem o viveu.

Dunas de Merzouga - Marrocos / Julho 2007 (Fotos de Fernando Ferreira)

2 comentários:

  1. O deserto não me seduz. Mas um dia, quem sabe...

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