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A mostrar mensagens de Maio, 2015

Casinhas e museus para os fãs de Tolkien

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A triologia do Senhor dos Anéis, obra fantástica de Tolkien, deu origem a um conjunto de filmes que multiplicou os seus fãs e criou, no início deste milénio, uma verdadeira loucura por tudo o que se relacionasse com os Hobbits e restantes personagens. Começaram a surgir pequenas casas que imitavam as suas habitações, na Tailândia, nos Estados Unidos da América (Estado de Montana). A construção da aldeia de Hobbiton, na Nova Zelândia, com as casinhas, a taberna, as charretes, foi o pretexto para recriar o ambiente, para benefício dos fãs da Terra Média, com direito a quartos de hotel e tudo. A estreia do último filme da saga permitiu a reconstrução da Taberna do Dragão Verde, que tem como lema: A place to drink, a place to meet, a place to rest your hairy feet!  Mas todos estes locais eram muito longínquos para nós, aqui neste cantinho europeu. Agora, finalmente, o universo de Tolkien surge mais perto de nós. Em Jenins, na Suiça, surgiu agora o Museu Greisinger, resultado da paixão de u…

À descoberta da Sicília IV - As pequenas cidades da costa tirrénica

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Toda a costa norte da Sicília, banhada pelo Mar Tirreno, é digna de visita. Para leste, tal como para oeste de Palermo, abre-se uma costa belíssima, pontuada de pequenas cidades encantadoras. Hoje, muitas dessas zonas são estâncias balneares muito frequentadas mas, como tivemos a sorte de não as visitar no verão, não aguentamos as multidões de turistas e pudemos passear à vontade e apreciar a beleza das paisagens. Não podendo escrever sobre todas elas, este post é o resultado de uma seleção que, podendo não ser a melhor, é a minha.





Para ocidente de Palermo, abre-se o Golfo di Castellamare, delimitado pelo Capo Rama e pelo Capo S. Vito. Combina a praia com a montanha, como é comum na paisagem siciliana. Os rochedos e as velhas torres de Scopello vigiam a baía. E, aninhada entre os farilhões de Scopello e a grande praia de areia fina, a pequena cidade de Castellamare del Golfo. Começou por ser um porto da vizinha cidade de Segesta, na época romana, e ainda hoje tem uma marina repleta de p…

À descoberta da Sicília III - A herança normanda

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Já escrevi que a Sicília é uma sobreposição de culturas e de influências dos povos que por aqui andaram. E foram muitos, fenícios e gregos, bizantinos e árabes, normandos e franceses, Habsburgos e Bourbons!... De todas estas influências, as mais marcantes e majestosas são, sem dúvida, as dos gregos e as dos normandos. Os normandos iniciaram a conquista da Sicília em 1061, sob o comando de Ruggero I de Altavilla, mas só o seu filho Ruggero II obterá do Papa o título de rei da Sicília. Esta dinastia normanda governará a ilha até ao século XIII, deixando alguns monumentos e testemunhos extraordinários.

O belíssimo Palácio dos Normandos de Palermo, onde hoje se reune o parlamento siciliano, tem origem na residência do emir muçulmano que governava a cidade. No século X, o emir muda-se para a Kalsa, atualmente um bairro populoso e desordenado de alta densidade mafiosa, segundo se diz. O Palácio é monumental, com três pisos que documentam outras tantas épocas, desde o estabelecimento inicial f…

O Museu das Selfies

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No meu último post, divulguei os locais e instituições onde já não se pode utilizar o pau de selfie ou, simplesmente, tirar selfies. Mas como a moda parece que veio para ficar, já abriu um museu, com a filosofia contrária, isto é, feito para tirar selfies.  Ali, no Art in Island, todas as obras são cópias, evidentemente. A lógica é que as pessoas possam interagir com os quadros, brincar com eles e tirar as suas selfies à vontade. Podem fingir que estão a pintar a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, ou a entrar no cenário da Starry Night, de Van Gogh. Pena é que o referido museu se situe em Manila, nas Filipinas. Mas podem os amantes das selfies descansar porque, se a moda pega, não tardará a abrir um museu idêntico por aí.

Selfies e paus de selfie

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Encontramo-las por todo o lado e vieram para ficar. As selfies conquistaram adeptos, muitíssimos, e estamos sempre a tropeçar em pessoas que tiram selfies nos mais variados locais. Estendem o braço, apontam a câmara ou o telemóvel, fazem o seu melhor sorriso e tiram a foto. Depois, viram as costas e vão embora sem mais um olhar, como se a selfie fosse necessária e suficiente para atestar a sua passagem por aquele local. "Olha p'ra mim aqui!" Há quem diga que a selfie representa o expoente do egocentrismo, mas eu não me vou meter nessa discussão. A verdade é que a selfie é omnipresente. Agora, frequentemente agarrada ao seu pau de selfie. Não tenho nada contra paus de selfie, ou mesmo selfies. Mas compreendo que não é o acessório mais indicado para utilizar num museu ou noutro qualquer local muito frequentado. Há o risco de dar com o pau de selfie na cabeça de um passante ou até, numa obra de arte em exposição. Provavelmente por esta razão, vários locais têm vindo a banir o…

Livros e Viagens - Gonçalo Cadilhe

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Todos temos os nossos heróis. Alguns são heróis de toda a gente; não conheço ninguém que não admire Martin Luther King ou Gandhi. Mas, depois, há os outros. Os nossos heróis pessoais, aqueles que, sendo pessoas comuns, admiramos mais abertamente ou mais secretamente, numa admiração feita de sonhos repartidos ou afinidades e identificações inesperadas. Gonçalo Cadilhe está nessa minha prateleira dos heróis pessoais. Porquê? Talvez porque, aos vinte e quatro anos, teve a coragem de virar as costas a um curso e um emprego para perseguir um sonho: viajar. Não o posso fazer, nunca pude, nunca poderei. Sempre houve outras urgências e contingências que condicionaram a minha vida, como a da maior parte das pessoas. Admiro-o por isso. Mas há outras razões. Gonçalo Cadilhe escreve livros de viagens, das viagens que faz. Não são simples descrições de lugares, são esboços emocionais. Porque os lugares agem sobre nós e tornam-nos diferentes. E nós também agimos sobre os lugares, porque não os vemos …

O Cromeleque dos Almendres

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Fica perto de Évora, na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe. É fácil passar na estrada e não reparar no sinal que indica a cortada para o cromeleque. Depois, é só avançar com atenção, por entre pequenas aldeias e terrenos de cultivo. O final do caminho faz-se a pé e encontram-se então alguns cartazes de interpretação do que se vai encontrar. De que se trata, então? O cromeleque dos Almendres é um conjunto de monólitos (pedras), organizado em círculos concêntricos. Formado por pedras de origem diferente, algumas de grandes dimensões, outras mais pequenas, tinha seguramente uma função socio-religiosa muito importante, que não conhecemos bem já que estamos a falar de uma sociedade agrária, que não conhecia a escrita. Algumas pedras têm uma forma fálica, outras lembram paralelipípedos ou grandes ovos. Dez destes monólitos têm gravuras, ou relevos, alguns bem estranhos, como conjuntos de covinhas. Uma gravura parece uma face, com boca, nariz e olhos.


Os círculos ocupam um terreno bastante…

O Festival da Máscara Ibérica

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Às vezes, não é preciso sair para explorar o mundo, porque o mundo vem ter connosco. Foi o que aconteceu este fim de semana em Lisboa, com o Festival Internacional da Máscara Ibérica. Durante toda a tarde de sábado, a Baixa da cidade foi invadida por criaturas estranhas e coloridas, provenientes de vilas e aldeias do norte de Portugal e de Espanha. Mas isto não é um Carnaval, embora muitas das festas que aqui foram invocadas aconteçam na mesma época. O que aqui temos são tradições milenares, ligadas a cultos de sociedadas agro-pastoris. Eram sociedades que sobreviviam num ambiente hostil, em que a natureza era por vezes inclemente e cruel. Era preciso aplacar as forças da natureza, dominá-las através do mimetismo e da brincadeira, dominar assim os nossos próprios medos,tão humanos.


Estas festas e tradições aconteciam no final do inverno ou início da primavera, quando a natureza se renova, Os homens assumem as formas da natureza que os domina durante o ano inteiro. Surgem os ursos e os v…

Para Comer - O Carrossel

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De vez em quando, há um restaurante que nos tira do sério, pela qualidade dos pratos, pela simpatia, pelo inesperado... Foi exatamente o que aconteceu com o Restaurante Carrossel, em Cova - Gala, perto da Figueira da Foz, do outro lado do Mondego.
Se não fossemos avisados, nada nos faria entrar ali. O aspeto exterior é absolutamente comum. Mas é um engano, já que nada lá dentro é comum, pelo contrário.  O dono desvendou-nos um pouco da história do Carrossel, um pequeno restaurante que ganhou fama com os desvelos culinários da mãe, que sabia como ninguém preparar e cozinhar o que o pai, pescador, trazia do mar. E assim nos são apresentados esses pratos, frutos de uma sabedoria antiga. Alguns têm nomes compreensíveis, como Búzios de Feijoada, ou Arroz Marinheiro. Mas depois há outros pratos na ementa, com nomes que precisam de explicação, e que nos remetem para o linguajar popular dos pescadores e das gentes que por aqui viviam. São as Gatas de Pitáu, os Samos Marisqueiros, a Chora de Lín…

Os Prémios Nobel

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Todos conhecemos, com maior ou menor profundidade, o nome de Alfred Nobel. Foi um químico e inventor sueco, nascido em Estocolmo em 1883. Faz por isso todo o sentido que o museu que imortaliza a sua vida e a sua fundação se situe no coração de Estocolmo, no edifício da Bolsa de Estocolmo, numa sossegada praça da zona velha da cidade, a Gamla Stan.  O museu foi fundado em 2001 e homenageia tanto o engenheiro Nobel, como os que foram homenageados com o prémio que ostenta o seu nome. Mas, para percebermos a sua importância, temos de saber um pouco da sua história. Alfred Nobel nasceu na Suécia mas não teve uma infância fácil e acabou por estudar em São Petersburgo e viajar pela França, Alemanha e Estados Unidos. Foi em Paris que conheceu o inventor da nitroglicerina, um produto que o interessou pelas potencialidades que tinha para a engenharia civil, na abertura de túneis e fundações. Daqui à invenção da dinamite foi um passo, embora um passo cheio de perigos e acidentes. Dos laboratórios …

O hotel de luxo voador

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Tem uns milhares de euros disponíveis? Quer dar uma volta ao mundo sem ter o trabalho de marcar hotéis? Gosta mesmo é de voar de um lado para o outro? Então, a nova proposta da cadeia de hotéis Four Seasons é mesmo para si: voar num Boeing 757 transformado num hotel de luxo. Os hóspedes deste hotel voador terão um chef para lhes preparar as refeições durante os dezasseis dias da viagem, que passará por Seattle, nos EUA, Japão, Maldivas, China, Tanzânia, Turquia, Rússia, Marrocos e Nova Iorque, novamente nos EUA. Terão, além disso, direito a todos os luxos a que possam almejar, desde champagne e caviar até ipads para utilizarem durante o voo. Interessados? O hotel levanta voo já a 16 de agosto e a viagem custa apenas cerca de 110 mil euros. Uma ninharia, certo? 
Mais informações no site Four Seasons Private Jet Experience.


Roteiro de banda desenhada nas ruas de Bruxelas

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Todos sabemos que a banda desenhada não nasceu na Bélgica. Mas também é verdade que, hoje, a Bélgica é considerada a capital da banda desenhada. Muitos dos grandes criadores de BD aí viveram e publicaram os seus livros. É em Bruxelas que se realiza um dos maiores festivais daquela que é hoje considerada a Nona Arte. 
Lá se reunem muitas dezenas de autores, expõem-se últimas obras, assinam-se livros a compradores e colecionadores. É uma festa anual, de ambiente descontraído e simpático, tal como o ambiente da própria banda desenhada.

É também em Bruxelas que se situa o MOOF, um espaço museológico onde se podem encontrar mais de mil objetos ligados ao universo da banda desenhada. Aí se encontra também o Comics Café, um bar e restaurante que, para além de um cenário que recria o ambiente das histórias aos quadradinhos, integra a maior livraria sobre o mesmo tema. Bruxelas abriga ainda o Belgium Comic Strip Centre, onde se pode seguir a história dos quadradinhos, considerado como a Meca dos…