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A mostrar mensagens de Novembro, 2009

As luzes de Manhattan

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Às vezes, numa viagem, o que é mais interessante e saboroso é o que não estava previsto. São aquelas coisas que acontecem ao sabor do acaso e que, no entanto, se gravam em nós para sempre.
Era o início da tarde e deambulávamos, um pouco ao acaso, sem destino certo, pela Baixa de Nova Iorque, o que os nova-iorquinos chamam downtown. Ao fundo de Battery Park, entre os cais, os barcos, os heliportos, destaca-se o enorme edifício da estação fluvial de Staten Island. Dali partem os barcos que atravessam toda a baía de Nova Iorque, até Staten Island, e tinham-nos dito que valia a pena o passeio, até porque é totalmente gratuito.





Entramos na estação e olhamos em volta, para procurar informações de horários, etc. A um canto, numa secretária, estava sentado um homem gordo, de óculos, com uma camisa branca. Estava calor e o homem suava abundantemente, tirando constantemente os óculos e limpando a cara com um grande lenço branco. Dirigimo-nos para ele. Pareceu instantaneamente esquecer o calor e f…

Nova Iorque multicultural

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Um dos traços distintivos e interessantes de Nova Iorque é a sua multiculturalidade. Não é preciso ir a Ellis Island, ao seu Memorial ao Emigrante, para nos apercebermos que estamos perante uma sociedadee colorida e múltipla, onde cada um traça o seu caminho. Os tons de pele são as marcas visíveis das culturas que por ali se cruzaram e enraizaram, desde que, no século XVII, os holandeses compraram aos Índios a ilha a que chamamos hoje Manhattan, para aí estabelecerem uma feitoria. Holandeses e ingleses são os primeiros senhores da ilha e marcaram-na indelevelmente, nos edifícios e nos parques, nos desportos e na organização administrativa. Encontramos a sua memória na Trinity Church e nas campas centenárias que a rodeiam e que escaparam miraculosamente à destruição de 11 de Setembro.



 (Cemitério junto de Trinity Church) (Ao fundo de Wall Street,Trinity Church) 
Depois, começaram a chegar os imigrantes dos países católicos, mais pobres, do sul da Europa, particularmente irlandeses e ital…

Museu da Acrópole - Um Museu transparente

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(Vista Lateral do Novo Museu da Acrópole)
Quando o governo grego decidiu construir o Novo Museu da Acrópole, fez exigências quase impossíveis de cumprir: o Museu não podia tapar as escavações arqueológicas sobre as quais ía ser construído; de qualquer ponto do Museu deveria ser possível avistar a Acrópole, em relação à qual devia servir de espelho, ou de apoio, ou de contraponto. 
(A entrada do Museu)
Face a estas exigências, o arquitecto concebeu uma solução original: fez um museu transparente. Logo à entrada, começamos a caminhar sobre um vidro grosso, sobre as escavações de casas e ruas da velha Atenas. Após os torniquetes de entrada, começamos a subir por uma leve rampa, como se subissemos para a Acrópole. Nas paredes, perfilam-se os achados arquelógicos. Caminhamos sobre vidro, mas a sensação de leveza é ainda aumentada, porque todo o hall do primeiro andar é também de vidro. Portanto, caminhamos entre transparências. 
(A Sala das Imagens)
No primeiro andar, a sala das imagens transpo…

Postcards from Italy

Tal como prometi, aqui está mais uma canção que nos faz viajar. Desta vez, é uma canção dos Beirut, um grupo americano, que nos traz uma sonoridade das pequenas vilas francesas ou italianas, por onde o vocalista passeou e de onde trouxe influências sonoras e culturais. O video é delicioso, e faz-nos recuar até às férias da nossa infância, com os filmes de qualidade duvidosa e as imagens ingénuas dos nossos videos caseiros.



A Residência dos Reis da Baviera - Recomeçar quase do nada

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(Uma das fachadas exteriores da Residência) É o maior palácio urbano da Alemanha e foi aqui a residência dos duques e depois Reis da Baviera entre 1385 e 1918, ano em que é transformado num Museu. Só por isto merecia uma referência. 
(Quarto Real) Situado em Munique, o exterior é clássico; já o interior, é marcado pela exuberância decorativa das muitas salas de aparato do período barroco. São visitáveis 10 pátios e 130 salas, que constituem hoje o Museu de Decoração de Interiores de Munique. Abriga ainda a Sala de Tesouros Reais, uma Sala de Concertos e o Teatro Cuvilliés.
(Salão das Miniaturas) As salas são belíssimas, desde o velho Salão de Baile, hoje chamado Antikuarium, até aos aposentos reais de decoração barroca e rococó, passando por inúmeras salas que albergam autênticos tesouros decorativos, como a Sala das Porcelanas e a Sala das Miniaturas.
(Fonte das Conchas) No exterior, o Jardim convida a um repouso, junto ao pequeno templo de Diana ou à Fonte das Conchas. (Um dos pátios interi…