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A mostrar mensagens de Outubro, 2009

Grécia - O mar e a montanha

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O que primeiro me cativou foi o azul incrivelmente azul do mar. Um azul de pintura, forte, quase infantil. Depois, as montanhas. As montanhas sucedem-se, num multiplicar de planos quase cinematográfico.
Cada ilha grega é isto, mar e montanha. Aqui em Aegina, amontoadas à beira-mar, as casinhas brancas e ocre dão o toque humano à paisagem. Os pinheiros avançam até à água e as buganvílias espalham manchas coloridas pelas encostas.
Do terraço frente ao meu quarto vejo o mar, com o seu azul infantil, outras ilhas mais pequenas, frente a Aegina, até à costa montanhosa do Peloponeso.


Os barcos atravessam vagarosamente este mar que parece uma baía de águas calmas, e os pequenos navios da Hellenic Seaways cruzam-no mais ligeiros, ligando Aegina ao porto do Pireus.


Num dos pontos mais altos da ilha, há um templo dórico, ainda mais antigo do que o Partenon: o Templo de Aphaea. É um templo muito bonito, pequeno e equilibrado. As suas belas colunas foram construídas com pedras tão perfeitamente ligad…

The City of New Orleans

Algumas canções conseguem captar o espírito da viagem e do viajante. Agora que o inverno está a chegar, decidi pôr aqui algumas dessas canções, para nos inspirarem e transportarem durante os dias frios e chuvosos. 
A primeira é de Willie Nelson, já velhinha, e fala de uma viagem de comboio em New Orleans. A viagem de comboio é talvez a mais atraente para um viajante curioso: o mundo que passa na janela, a observação dos colegas de viagem, o lanche embrulhado num papel pardo, o jogo de cartas com os vizinhos do compartimento... Esta canção fala de tudo isto. Vale mesmo a pena ver o video.
Esta viagem não é minha. Mas bem podia ser!...

As velhas pedras da Acrópole de Atenas

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(Templo de Hefesto) Atenas é uma cidade confusa e suja, que cresceu imenso a partir da independência grega, em 1821. Não teria nada de especial que a recomendasse, não fora o facto de ali ter nascido, há cerca de 25 séculos, a civilização europeia tal como a entendemos. A partir daqui, expandiram-se os conceitos de antropocentrismo, democracia, ou juízo crítico. Como uma coroa, bem visível no centro da cidade, a Acrópole e o que resta dos seus templos. Ao longo dos séculos, sofreu bombardeamentos e explosões, muitos tiraram dali pedras para as suas próprias construções, e bem sabemos como o Museu Britânico conseguiu as inúmeras peças que expõe da arte clássica grega. Aproveitando os Jogos Olímpicos, a cidade modernizou-se e criou, por exemplo, o belo circuito pedestre que circunda a Acrópole.
(Vista da Acrópole) Confesso que me faltam as palavras para falar da Acrópole de Atenas. Compreendo que haja pessoas que olham para ali como para um monte de pedras velhas. "O que é que isto tem…

Israel: uma teia de culturas

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No norte de Israel, mesmo junto ao Mar Mediterrâneo e à fronteira com o Líbano, há um promontório que avança sobre o mar. É constituído por pedra de grês, semeada de pequenos pedaços de sílex, o que lhe dá um aspecto de claras batidas em castelo com pedacinhos de chocolate. Naquelas rochas facilmente moldáveis pelo mar e pelo vento, nidificam várias aves e tartarugas, e formou-se um conjunto de grutas e túneis onde a água bate e redemoinha,e a luz cria reflexos e tonalidades inesperadas. Esse promontório é Rosh Ha-nikra.
O promontório de Rosh Ha-nikra
Apesar de ser um sítio belíssimo, não se vêem muitos turistas, talvez por ser um local de fronteira, problemático e altamente vigiado. No cume do monte, há guaritas, e barcos de guerra israelitas patrulham o mar. Mas vamos abstrair-nos disso, enquanto o mais curto e íngreme funicular do mundo nos deixa à entrada das grutas. Há uma lenda, claro, de uma princesa turca que, transportada por aqui a caminho de um casamento forçado em Tiro, se a…