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A mostrar mensagens de Outubro, 2015

Livros e viagens - As Cidades Invisíveis

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Qual é a fronteira entre as viagens que fazemos e as que imaginamos? Não há viagens iguais, já sabemos, é o viajante que faz a viagem, refletindo muito de si naquilo que vê. Nós antevemos, planeamos, revemos as viagens que fazemos. Valorizamos umas coisas e desvalorizamos outras, em função dos nossos gostos, das nossas referências culturais, da nossa experiência de vida. refletimo-nos no que vemos e reportamos os nossos reflexos no que observamos. Italo Calvino, neste livro, parte de conversas imaginárias entre o Imperador Kublai Khan e o viajante veneziano Marco Polo, em que, entre as almofadas de cetim e os rolos de fumo que se evolam dos cachimbos de âmbar, se discute a própria essência do que somos, do que vemos, do que nos rodeia. Marco Polo descreve ao Khan as cidades do seu império, todas com nome de mulher, cidades que podem ou não existir, porque muitas observações podem aplicar-se a qualquer cidade, a qualquer espaço habitado por humanos. Marco Polo mostra-nos o que vê, como e…

Auschewitz - A indústria da morte

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Neste ano em que se comemoram os 70 anos da libertação de Auschewitz e do final da 2.ª Guerra Mundial, tive a possibilidade de visitar aquele que é o mais famoso e mais temido campo do complexo concentracionário nazi. 

Na verdade, o campo é um conjunto de três campos com funções diferentes: - Auschewitz 1 - Campo de concentração. - Auschewitz 2 - Campo de extermínio. - Auschewitz 3 - Campo de fornecimento de mão de obra escrava para o complexo industrial próximo. O terceiro já não existe, mas os dois primeiros são visitáveis e dão-nos uma boa ideia do inimaginável.

O campo de concentração de Auschewitz é hoje um alargado espaço museológico. Tendo mantido muitas das suas estruturas, ainda é possível visitar os barracões, as salas de interrogatório e as celas de detenção, a zona da forca e a parede de execução, o edifício das experiências médicas. 


Em muitos desses espaços, há cartazes, fotografias, desenhos, que explicam e enquadram os horrores que ali se passavam.


Há salas e salas cheias com …