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A mostrar mensagens de Janeiro, 2017

De mota pelos Alpes VII– Cruzando o Mediterrâneo

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Quando chegámos ao nosso hotel “La Bussola”, em Novara, sentimos que tinha alguma coisa diferente do habitual; por exemplo, as nossas motas ficaram a dormir na garagem, junto a alguns automóveis antigos. Mas só no dia seguinte, à hora do pequeno-almoço, pudemos explorar as peculiaridades da decoração daquele hotel. Espalhados por todos os andares, pendurados nas paredes ou colocados em cima de móveis ou mesinhas, viam-se as mais extraordinárias coleções de objetos variados: havia rádios antigos e velhas máquinas de escrever; relógios de mesa e de parede, de todos os tipos e feitios; panos pintados do oriente e tábuas esculpidas da América do sul; saleiros e campainhas de mesa; retratos e pinturas naturalistas do séc. XVIII e XIX; enfim, um conjunto imenso e heterogéneo de objetos, que olharíamos com naturalidade num museu, mas não esperamos encontrar nos patamares de um hotel. Afinal, a Diretora do hotel era uma colecionadora entusiasta, que partilhava algumas das suas coleções com os…

De mota pelos Alpes VI – E agora, os Alpes italianos

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Começamos mais um dia com a passagem de mais um passo alpino, o OffenPass, em pleno Parque Nacional Suiço. Estamos quase na fronteira da Suiça com a Itália e o tempo está nublado e húmido, o que nos faz temer pela passagem do Stelvio. Mas as nuvens vão abrindo e acabámos por ter um dia bastante claro e ameno. A primeira paragem foi no Mosteiro de Santa Maria de Val Müstair. É uma igreja muito antiga, fundada por Carlos Magno no século VIII, e é Património da Humanidade. No século XI tornou-se um convento, mas a igreja, dedicada a S. João Batista, ainda é a parte mais interessante do complexo monástico. Tem um conjunto impressionante de frescos românicos, representando vários temas bíblicos e uma estátua de Carlos Magno. Tenho pena de não ter uma máquina fotográfica mais potente, para captar bem a beleza daqueles frescos, tão antigos e ainda com uma cor e um dramatismo tão presentes.



Antes de atacarmos o Passo dello Stelvio, paramos em Glorenza, já em território italiano. É uma pequena v…

De mota pelos Alpes V – No país da Heidi

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Saímos logo pela manhã do nosso belo hotel de madeira escura com sardinheiras nas janelas. Dei uma voltinha pelas redondezas e percebi facilmente a razão de tudo parecer sempre tão bonito e perfeito: viam-se várias pessoas às janelas, retirando cuidadosamente as florinhas secas das frondosas sardinheiras! Mesmo em frente do hotel havia um fontanário e três homens tinham retirado e esfregavam vigorosamente as grades de metal que se apoiavam no fundo da fonte. Assim se consegue este aspeto sempre impecável! Um dos homens ainda nos tirou uma fotografia junto da fonte e seguimos viagem.

A primeira paragem é na famosa Teufelsbrücke, a Ponte do Diabo. É um estranho e intrincado cruzamento de pontes, no cantão de Uri: a ponte ferroviária, a nova ponte rodoviária e a velha ponte de pedra, que veio substituir a ponte ainda mais antiga, construída pelo diabo a troco da alma do primeiro que ali passasse. Já fiz aqui um post sobre este local, por isso não me vou alongar, mas dizer apenas que é um …