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A mostrar mensagens de Março, 2015

De mota pelos Pirinéus V - Andorra e Val d'Aran

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Tinhamos decidido cruzar outra vez os Pirinéus, para Espanha, em Andorra. Atendendo a que já conheciamos o principado e não estavamos interessados em comprar equipamento de ski ou máquinas fotográficas, não tencionavamos parar muito tempo por lá. Os nossos objetivos, decididamente, estavam longe dos grandes aglomerados turísticos; estavamos virados, isso sim, para a montanha e parecia um bom local para atravessar novamente para Espanha.



O tempo ameaçava chuva, mas já tinhamos apanhado muitos chuviscos e estavamos confiantes de que não seria mais do que isso. Mas, mal começamos outra vez a subir a montanha, a temperatura começou a descer e as nuvens adensaram-se no céu. Em Pas de la Casa já chovia e quando chegamos a Andorra la Vella chovia copiosamente. A chuva, em cima de uma mota, é muito desagradável; pior mesmo só o calor excessivo. Os nossos fatos de água protegiam-nos o corpo, mas as luvas de verão ensoparam-se de água que começou a escorrer pelas mangas e pelos braços. A viseira…

Novidades - O Trilho Internacional dos Apalaches em Portugal

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A ideia parece que nasceu nos EUA já nos inícios dos anos 20: ligar grandes cidades com trilhos bem estabelecidos, passando por sítios onde se pudesse observar a natureza, montanhas, vales de rios, quintas. No entanto, este Trilho dos Apalaches só foi inaugurado em 1968, no estado de Nova Iorque, nas Montanhas Apalaches. Hoje, percorre 3.400 Km em três grandes trilhos que passam por catorze estados americanos. Entretanto, criou extensões internacionais, para o Canadá, mas também aqui para a Europa, onde já existe em países como a Espanha e a Irlanda. Este fim de semana, foi inaugurado o primeiro trilho português, integrado no Trilho Internacional dos Apalaches. Sediado em Oleiros, percorre 38 Km na Serra do Moradal. Além do percurso pedestre, inclui percursos para BTT e uma Via Ferrata associada a uma escola de escalada.  Parece-me uma aposta bem interessante, associada ao turismo de natureza, mas que valoriza e ao mesmo tempo internacionaliza o património natural e arqueológico da zona…

Livraria Palavra de Viajante

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Não é propriamente uma novidade, porque está aberta há três anos e quatro meses. Mas, para mim, foi mesmo uma novidade. Andava à procura de um mapa de uma zona da Europa menos turística, e alguém me recomendou esta livraria. Para quem gosta de livros e de viagens, é uma espécie de paraíso.  O espaço não é grande, mas é acolhedor. As estantes dividem os livros por continentes e a escolha é variada. Há mapas, muitos. Há guias de viagens e livros sobre os locais, em português, francês, inglês e espanhol, porque sabemos que há uma imensidade de obras interessantes que não são traduzidas. Também há romances, daqueles que nos transportam para os sítios e nos dão vontade de lá ir. Ou que nos permitem viajar sem sair do sofá. No fundo da livraria há um Café do Viajante, que serve almoços, e onde de vez em quando há Tertúlias e apresentações de livros. Vale mesmo a pena ir até lá. Afinal, é a única livraria de Lisboa especializada em viagens e literatura de viagens. Fica na Rua de São Bento, 30.

De mota pelos Pirinéus IV - Os Cavalos Merens

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O Haras Picard du Saint fica no extremo de uma pequena aldeia, aninhada na paisagem ondulante das colinas de Ariège. Na prática, são duas ruas, uma bifurcação, um café. Um cemitério onde avultam o memoriais aos mortos da Primeira Guerra e aos resistentes da Segunda. Uma dúzia de casas, com os seus jardinzinhos e as garagens ocupadas por tratores e utensílios agrícolas. Não é fácil descobrir a quinta, a casa não difere muito das restantes, mas lá nos indicam o local.
Parece não estar ninguém. Não há resposta para os toques de campainha. Resolvemos telefonar para o dono da quinta que nos põe à vontade: "Empurrem o portão, entrem, a casa não está trancada!" Insiste para levarmos as bagagens para dentro, dá-nos o nome do quarto (aqui, os quartos não têm números, têm nomes próprios!) e diz-nos onde podemos trocar as botas por uns chinelos de andar por casa. É assim o Jean-Louis, informal e descontraído! Ao fim da tarde, o Jean-Louis e a Christine, os donos da casa, explicam-nos a s…

Novidades - Férias a cavalo

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Se viajar é sair da nossa zona de conforto e partir à procura de experiências diferentes, então não é preciso ir para muito longe para encontrar propostas bem interessantes. Este ano, a França aposta no cavalo e nos passeios a cavalo. Longe das estradas turísticas e dos locais de renome, a ideia é precisamente ir à procura das velhas rotas e dos locais menos conhecidos. Sempre em grupos, apoiados por guias experientes, mas experimentando a sensação de liberdade da cavalgada. Há propostas muito agradáveis, desde o Vale do Loire até ao Languedoc e Pirinéus.  Vale a pena espreitar estes sites:
http://www.equiliberte49.fr/loire_a_cheval.htm
http://www.chevauchees-du-sud.com/

De mota pelos Pirinéus III - A rota dos cumes

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Para quem anda a passear pelos Pirinéus franceses, é imprescindível fazer a Route des Cols ou, traduzindo, a Rota dos Cumes. A Rota completa cruza toda a cadeia montanhosa dos Pirinéus, do Oceano Atlântico ao Mar Mediterrâneo, subindo a nada menos do que trinta e quatro cumes. Nós não fizemos toda a Rota, mas tirámos um dia para subir a alguns dos cumes mais famosos.



Em Oloron Sainte Marie começamos a percorrer a famosa rota. O dia não estava famoso, ameaçava chuva e, quando começamos a subir a montanha, rodeou-nos um nevoeiro denso como algodão em rama. O nosso objetivo era o famoso Col du Tourmalet, com os seus 2.115 metros de altitude. Lá iamos subindo, no meio do nevoeiro, com a triste certeza de estarmos a perder umas paisagens fantásticas. Mas a altitude salvou-nos. Quando nos aproximavamos do cimo da montanha, passamos para cima das nuvens e pudemos apreciar a paisagem em toda a sua imensa beleza.



O Col du Tourmalet tornou-se famoso através da Volta à França e os primeiros ciclis…

Livros e Viagens - Crónicas de uma pequena ilha

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Para mim, que gosto de ler e de viajar, há um género de literatura absolutamente irresistível: a literatura de viagens. Passei pelo Bruce Chatwin – Na Patagónia ainda é um dos livros da minha vida – e confesso que o Gonçalo Cadilhe é o meu herói secreto: ele faz o que eu gostaria de fazer na vida, viajar e escrever sobre isso! Descobri há pouco tempo outro “narrador de viagens” muito agradável. Chama-se Bill Bryson, e é um americano que viveu vários anos na Grã-Bretanha, trabalhando como jornalista. Conhecia Bill Bryson como o autor daBreve História de quase tudo, uma viagem divertida por quase tudo, dentro das ciências. Este livro, Crónica de uma Pequena Ilha, editado pela Bertrand, conta as peripécias de uma viagem que o autor faz pela Grã-Bretanha, incluindo aqui a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales. É um livro encantador, com passagens profundamente cómicas, porque Bill Bryson conhece bem os ingleses e aponta os seus pequenos tiques e idiossincrasias com muito humor. Também é …

De mota pelos Pirinéus II - Betharram

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Entramos nos Pirinéus franceses pelo Pico de Orhy, procurando fugir às estradas nacionais, mais frequentadas. Queriamos sentir a montanha, perceber como se vive ali, percorrer sem pressa as velhas estradas. Passamos por manadas de vacas e por cavalos que pastavam serenamente nas encostas. O dia estava húmido e a estrada, por vezes, escorregadia. As pequenas cascatas apressavam-se pelos montes abaixo.



Quando a fome começou a apertar, paramos a mota numa aldeia, onde vimos uma indicação de "Alimentation" escrita na parede. Lá dentro, duas mesas e um balcão de madeira recriavam o ambiente de um episódio do detetive Maigret. E nada para comer... Mais à frente, num bar, lá nos arranjaram umas sandes para enganar a fome. Na televisão, passava um programa local, com informações sobre atividades que iriam decorrer nas redondezas, intercaladas com pequenos apontamentos sobre a língua basca. Passamos o nosso improvisado almoço, muito divertidos, aprendendo palavras e expressões em basc…

Açores... Feel the Sky

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Parece que os Açores estão em grande plano na oferta turística. E bem merecem... Ou bem merecemos nós, que temos aqui ao pé da porta um arquipélago com tanta beleza natural, tão diversificada! Entre 1 e 5 de julho, acontece o primeiro Festival Internacional de Balões de Ar Quente, na Ribeira Grande, na ilha açoriana de São Miguel. O festival tem o nome sugestivo de Feel the Sky e vai receber cerca de 20 equipas, oriundas dos mais diversos países.  Eu já andei de balão - na Capadócia, pois claro... - e é uma experiência inesquecível. Acredito que a paisagem dos Açores em nada lhe ficará a dever...

Mais informações em www.facebook.com/festivalbaloesRG

Novidades - É mais barato viajar para Ponta Delgada

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Há boas notícias! A Easy Jet pôs os Açores ao alcance da Europa. Ou vice-versa... Agora é a RyanAir que anuncia o início das ligações com Ponta Delgada para o final de março. Finalmente, já podemos viajar para Ponta Delgada, Açores, pelo mesmo preço de um voo para Paris, Londres ou Barcelona!...