A Residência dos Reis da Baviera - Recomeçar quase do nada

(Uma das fachadas exteriores da Residência)
É o maior palácio urbano da Alemanha e foi aqui a residência dos duques e depois Reis da Baviera entre 1385 e 1918, ano em que é transformado num Museu. Só por isto merecia uma referência. 

(Quarto Real)
Situado em Munique, o exterior é clássico; já o interior, é marcado pela exuberância decorativa das muitas salas de aparato do período barroco. São visitáveis 10 pátios e 130 salas, que constituem hoje o Museu de Decoração de Interiores de Munique. Abriga ainda a Sala de Tesouros Reais, uma Sala de Concertos e o Teatro Cuvilliés.

(Salão das Miniaturas)
As salas são belíssimas, desde o velho Salão de Baile, hoje chamado Antikuarium, até aos aposentos reais de decoração barroca e rococó, passando por inúmeras salas que albergam autênticos tesouros decorativos, como a Sala das Porcelanas e a Sala das Miniaturas.

(Fonte das Conchas)
No exterior, o Jardim convida a um repouso, junto ao pequeno templo de Diana ou à Fonte das Conchas.
(Um dos pátios interiores)

No entanto, confesso que o me mais me impressionou neste palácio, foi a sua história de reconstrução. Destruído, quase completamente, durante a Segunda Guerra Mundial, sofreu um processo de reconstrução ambicioso, rigoroso, pormenorizado, que não é escondido do visitante. Há uma sala em que são mostradas fotografias das várias salas do palácio, tal como se encontravam em 1945.
(Fotografias da reconstrução)
Ficamos a saber do modo como foram preservados o mobiliário e alguma da decoração, acompanhamos o processo de recuperação minuciosa. Percebemos o que se perdeu definitivamente e o muito que se conseguiu reconstruir, graças a imagens pré-existentes, pedaços remanescentes e uma grande persistência. E ficamos seguramente a apreciar muito mais o palácio que estamos a visitar.

(O Antikuarium)

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