segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Os Lugares Santos de Jerusalém



Jerusalém é quase sinónimo de Lugares Santos. Santos para três religiões, já sabemos.
Para os Judeus, aí está o Muro das Lamentações, único vestígio do Segundo Templo, mandado construir por Herodes o Grande. Pensamos que o conhecemos bem, das imagens que vamos vendo na televisão. Mas é bastante diferente, visto e vivido ali mesmo. Começamos a vê-lo ao longe e a perceber a massa humana junto dele. No topo da grande praça fronteira ao Muro, um controlo policial: já estamos a ficar habituados, revista, passa as malas... A praça é grande, mas o recinto que dá acesso ao Muro é muito mais pequeno. Do lado direito, é o recinto das mulheres; do lado esquerdo é o dos homens.



(Lado masculino do Muro das Lamentações)

O recinto dos homens é, talvez, o triplo do das mulheres, por isso, eles rezam tranquila e espaçosamente, enquanto elas se acotovelam num espaço exíguo. Ainda por cima, as mulheres trazem cadeiras e carrinhos de bebé, rezam balançando o corpo ou recuam após rezar junto ao Muro - sempre de frente para o Muro, em sinal de respeito - o que torna o espaço apertado e confuso. Na zona masculina, entretanto, o espaço abunda e os homens rezam cantando. Machismo, em versão judia ortodoxa?

(Lado feminino do Muro das Lamentações)

No local do antigo Templo, foi construída no século VII, pelos muçulmanos, a belíssima Cúpula da Rocha. Segundo a tradição islâmica, aqui teria sido o local da Viagem Nocturna de Maomé. É um edifício espectacular e uma das grandes obras de arquitectura islâmica, que domina a vista sobre Jerusalém. Infelizmente, é difícil visitá-la. Todas as ruas que lhe dão acesso estão fechadas por tropas israelitas, que deixam entrar apenas os fiéis muçulmanos, para as orações.

(Vista da Cúpula da Rocha)

Para os cristãos, Jerusalém é o local da paixão e morte de Jesus Cristo e, como tal, foi considerada o centro do mundo.

(Entrada da Igreja do Santo Sepulcro)

O ponto que concentra a devoção é a Via Dolorosa e a Igreja do Santo Sepulcro onde, segundo a tradição, Jesus foi sepultado. É uma igreja muito confusa, cheia de capelas, reconstruções, acrescentos. Está em vigor um Status Quo que divide a custódia da igreja entre arménios, gregos, coptas, católicos, etíopes e sírios. Cada um destes grupos gere os seus espaços e atrai a atenção do visitante, com as suas vestes e rituais diferenciados.

(Mosteiro etíope na Igreja do Santo Sepulcro)

Pode não se ser cristão, nem mesmo crente, seja no que for. No entanto, aquela igreja ressuma fé. Sente-se a fé nos degraus muitas vezes calcados, nas pedras do túmulo, desgastadas das mãos que para ali se estenderam durante tantos séculos, nos locais onde tanta gente se ajoelha e reza e coloca a cabeça e coloca as suas ânsias e promessas. Pode não se ser crente. Mas essa fé de séculos ressuma das pedras, atinge-nos e comove-nos profundamente.

(Oliveiras centenárias no Jardim de Getsemani)

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