O Museu Guggenheim, em Bilbau



Um dos meus museus preferidos é, sem dúvida, o Museu Guggenheim, em Bilbau. Tem peças e instalações interessantes, que expõe permanentemente, e oferece uma programação anual variada e de bastante qualidade. Quando o visitei, oferecia uma exposição fascinante de trabalhos de Cai Guo-Qiang, o responsável pelo espectáculo pirotécnico dos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas o seu grande valor é o edifício em que está instalado e que vale bem uma visita. Concebido pelo arquitecto Frank Gehry, é uma enorme estrutura coberta de placas de titânio. Ou melhor, é um conjunto de estruturas que ondulam e se cruzam e entrecruzam, num jogo de perspectivas sempre diferentes. O único plano realmente direito é o chão, sendo que as linhas curvas imperam, nas paredes, nos elevadores de vidro, nas estruturas de separação dos espaços.

O Museu transborda para fora das suas paredes, para os espaços da cidade que com ele confinam: a ponte sobre o rio, as esculturas no cais e, acima de tudo, o grande cão coberto de pequenas flores que guarda o acesso à entrada do museu.
Sejam quais forem as exposições que guarda dentro de si, o Museu Guggenheim por si próprio é digno de uma visita.

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