A Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho

Na cidade de Genève situa-se um dos museus mais tocantes e interessantes que já visitei: o Museu da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. É pouco conhecido. Não faz parte dos circuitos turísticos. No entanto, eu aconselho a visita. Seguramente, sairemos deste museu com mais conhecimentos e humanamente mais ricos.



(Os símbolos da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho)


Como é sabido, a Cruz Vermelha foi criada em 1863, por Henry Dunant. Em 1919, associa-se ao Crescente Vermelho para, em conjunto, criar uma organização internacional que se baseia no trabalho de quase 100 milhões de voluntários. O seu objectivo é proteger a vida e a saúde humana, e aliviar o sofrimento humano, sem discriminação resultante da nacionalidade, da raça, do sexo, da crença religiosa, das opiniões políticas ou da classe social.



(A memória de Henry Dunant)


Logo à entrada do Museu, somos recebidos pelas palavras de Henry Dunant, que nos questionam directamente sobre a nossa responsabilidade global:  "Chacun est responsable de tout devant tous" ("Cada um é responsável  por tudo perante todos"). 



(Chacun est responsable de tout devant tous)


Também na zona da entrada, os grupos de figuras de pedra amordaçadas lembram-nos todas as pessoas que ainda hoje vêem os seus direitos diminuídos ou violados.



(Os direitos civis amordaçados)


Dentro do museu, passamos por muitas salas onde se guardam as memórias das principais acções humanitárias: os arquivos dos prisioneiros da 1.ª Guerra Mundial, o apoio na área da enfermagem e dos cuidados de saúde em zonas de guerra, a luta contra as minas terrestres, o apoio aos mutilados de guerra, e tantas outras.



(Os arquivos dos prisioneiros da 1.ª Guerra Mundial)


Tocou-me particularmente a parte do museu relativa às crianças que perderam membros devido a conflitos ou à explosão das minas que continuam a matar, mesmo depois da guerra teoricamente acabar.



(Tous les hommes naissent pour vivre debout)


O Comité da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho foi premiado com o prémio Nobel da Paz em 1917 e em 1944, portanto durante cada uma das duas guerras mundiais, tendo sido os únicos prémios Nobel entregues nesses anos. Foi outra vez agraciado com o prémio Nobel da Paz no seu centenário, em 1963. Acredito que bem o merece.


(Fotografias de Teresa Ferreira)

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