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O rio Vístula junto às muralhas de Torún |
Lembrei-me de ir a Torún porque ficava mais ou menos a meio do caminho
entre Gdansk e Varsóvia. Sabia que era uma pequena cidade, com o centro
medieval ainda bem conservado, e pouco mais. Mas foi uma boa decisão.
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A Câmara Municipal, na Praça Central de Torún |
Torún foi fundada no século XII pelos Cavaleiros Teutónicos, dos quais
ainda aí resta um castelo, embora em ruínas. A sua prosperidade deveu-se ao
comércio, já que fazia a ligação entre Gdansk e outras cidades da Hansa
Teutónica, por um lado, e as regiões do sul da Polónia, por outro lado. Um dos
mais importantes produtos de comércio era a madeira, que era transportada pelo
rio Vístula e por isso os barqueiros se tornaram tão numerosos na cidade.
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As ruínas do castelo teutónico |
Um deles tornou-se lendário por ter afastado da cidade, com a música do
seu violino, uma praga de sapos, que o seguiram para fora da cidade enquanto
tocava! Onde é que eu já ouvi uma história semelhante?... O barqueiro
violinista é recordado em algumas estátuas pela cidade.
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O barqueiro violinista |
Mas o cidadão mais conhecido de Torún é, sem dúvida, Nicolau Copérnico. O
célebre astrónomo que afirmou o sistema heliocêntrico nasceu nesta cidade, numa
família de mercadores abastados. Fez a sua vida e os seus estudos noutras
cidades, Cracóvia, Bolonha, Roma, e acabou por publicar a sua obra
revolucionária em Worms. Mas não deixa de ser um filho da terra, o mais
conhecido, e tudo nos lembra Copérnico.
Temos a sua estátua, na praça central da cidade; a Igreja de São João, onde foi batizado; a Universidade tem o seu nome; e o seu sistema heliocêntrico recebe-nos logo à entrada da cidade. O Museu Copérnico estabeleceu-se na casa onde alegadamente nasceu. Dizem as más línguas que, quando Napoleão por ali passou com os seus exércitos, perguntou ao polaco que o guiava qual era a casa de Copérnico, e o guia apontou-lhe aquela, sem muita certeza. Será? Não será? E será mesmo importante saber se era aquela casa ou outra idêntica?
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Estátua de Copérnico, no centro da cidade... |
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... e a casa onde nasceu, segundo se conta. |
Temos a sua estátua, na praça central da cidade; a Igreja de São João, onde foi batizado; a Universidade tem o seu nome; e o seu sistema heliocêntrico recebe-nos logo à entrada da cidade. O Museu Copérnico estabeleceu-se na casa onde alegadamente nasceu. Dizem as más línguas que, quando Napoleão por ali passou com os seus exércitos, perguntou ao polaco que o guiava qual era a casa de Copérnico, e o guia apontou-lhe aquela, sem muita certeza. Será? Não será? E será mesmo importante saber se era aquela casa ou outra idêntica?
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A entrada da Universidade Coperniciana |
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O Sistema Heliocêntrico: Sol Omnia Regit |
Gostava de visitar o Museu Copérnico, que reconstitui uma casa de uma
família da média burguesia polaca na época do nascimento do astrónomo, isto é, finais do século XV. Também exibe apresentações
audiovisuais da história da cidade e da evolução da astronomia. Mas terá de
ficar para outra ocasião. É sexta-feira santa e todos os museus estão fechados.
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A Igreja de Santiago está ainda em reconstrução |
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O interior da Igreja |
Passeámos pela cidade e pelo seu centro antigo, visitámos as belas
igrejas em processo de recuperação, comemos duas maçãs por um zlóti à sombra da estátua de Copérnico,
e não demos o nosso tempo por mal empregue.
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Um boneco que descansava numa janela fez-nos as despedidas de Torún |
Muito obrigado por esta surpresa !
ResponderEliminarUm beijo amigo.
Um grande beijinho, João!
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