domingo, 16 de agosto de 2026

Grandezas e misérias de Plasencia

Antigo Convento de São Vicente Ferrer, atual Parador de Plasencia

Plasencia é uma cidade antiga, fundada pelo rei Afonso VIII de Castela no ano de 1186, num local de passagem da antiga Rota da Prata romana. O objetivo do rei era fazer frente aos muçulmanos, a sul, e limitar o território do rei de Leão, a oeste. 

Estátua do Rei Afonso VIII, o fundador de Plasencia

É uma cidade pequena e tranquila, um pouco ofuscada pelas suas vizinhas Cáceres e Salamanca. 

A Fonte do Cabildo

Ruas tranquilas...

O chamado “casco antigo” aninha-se dentro de um anel de muralhas do século XII, de vez em quando interrompido por torres circulares. Várias portas e postigos fazem a passagem para o exterior das muralhas, onde hoje se desenvolve uma cidade mderna. Dessas portas,a mais bonita é sem dúvida a Porta de Trujillo, tanto pelo lado interior como pelo lado exterior. 

As muralhas de Plasencia

O lado interior da Porta de Trujillo

O lado exterior da Porta de Trujillo com um troço das muralhas

Dentro das muralhas, as pequenas ruas permanecem quase desertas durante as horas de calor inclemente. Mas à noite e durante a manhã, as pessoas circulam, trabalham, fazem compras, enchem as esplanadas. A Plaza Mayor é o centro da vida cultural e administrativa, tal como em todas as cidades espanholas. Aí se situa a Câmara Municipal, num bonito edifício do século XV. Na sua esquina, ergue-se uma torre no topo da qual se vê uma figura bem agarrada, que parece ter acabado de a escalar. É o Avô Mayorga, que toca o sino da torre todas as meias horas... 

Consegue ver-se o Avô Mayorga na torre da Câmara Municipal?

O conjunto arquitetónico e artístico mais relevante de Plasencia é a sua catedral. Ou, melhor dizendo, as suas catedrais... A catedral românica de Santa Maria liga-se à catedral gótica dedicada à Assunção aos Céus de Nossa Senhora. Pode dizer-se que as duas se completam, mas é uma ligação atabalhoada, quase poderia dizer atamancada... Valha-nos o extraordinário trabalho de escultura e entalhe do cadeiral do Coro da nova catedral, infelizmente impossível de fotografar. 

Uma das portas da Catedral

Claustro

A junção, nunca terminada, entre as duas catedrais...

Toda a zona antiga, dentro das muralhas, é pontuada por casas apalaçadas das grandes famílias nobres que dominaram a região, como os Monroy ou os Zuñiga. 

Um dos palácios mais bonitos do centro histórico

O Palácio dos Zuñiga

É a esta família Zuñiga que se deve a construção do Convento de São Vicente Ferrer, hoje ocupado pelo Parador de Plasencia. Estava-se no século XV, o século da unificação de Espanha, tanto no aspeto político como religioso. No final desse século, iria assistir-se à conversão forçada ou, em alternativa, à fuga dos mouriscos e à expulsão definitiva dos judeus. Por isso, ninguém se deve ter apiedado quando a sinagoga e o antigo bairro judeu foram destruídos para aí se construir o grande complexo monástico de São Vicente Ferrer. Caído em decadência depois da dissolução das ordens religiosas, o mosteiro foi comprado pelos Paradores de Espanha, foi recuperado e hoje constitui um espaço magnífico, que é possível visitar diariamente, numa visita guiada organizada pelo próprio Parador. A reconstituição e decoração são primorosas e, sempre que possível, tentaram manter as finalidades de utilização dos espaços, como é o caso do antigo Refeitório dos monges. 

Os claustros

Este espaço aloja hoje um dos bares do Parador

O antigo refeitório dos monges

Os judeus expulsos também não esquecidos. Nas ruas da antiga judiaria, pequenos retângulos de pedra relembram os nomes dos antigos moradores daquelas casas. Os judeus e os mouros constituiam uma parte importante da população e da vida económica da cidade. Eram comerciantes, artesãos, pequenos agricultores. Com a sua saída, a cidade entrou numa lenta decadência, muito visível na paragem dos trabalhos de construção da nova catedral, que continua mal unida à antiga catedral, como duas irmãs siamesas mal separadas. 

Aqui morava uma família de judeus conversos

Saindo da cidade pelo lado norte, avista-se o grande aqueduto medieval, com mais de cinquenta arcos, que abastecia de água a cidade. Alguns arcos foram destruídos durante a Guerra Civil, mas foram reconstruídos numa pedra mais clara, para que a memória não se perca. 

O Aqueduto de Plasencia

Fora de Plasencia, acompanhando o fértil vale do Jerte, seguimos até ao Monasterio de Yuste, o local escolhido pelo Imperador Carlos V para passar os últimos tempos da sua vida. Inclui o mosteiro propriamente dito e a pequena casa palaciana construída para Carlos V. 

Monasterio de Yuste

A varanda da casa palaciana de Carlos V

O imperador preparou-se para a morte. Todos os dias ouvia a missa, por vezes a partir do seu leito, estrategicamente colocado de modo a ver o altar-mor da igreja. Distraía-se com o seu hobby predileto, a relojoaria. E mandou construir uma pequena cripta para si próprio, que nunca chegou a ocupar. O seu filho Filipe II levou-o para o Escorial, onde repousa até hoje, no meio de um luxo que talvez não estivesse nos seus desejos.

Busto de Carlos V


sexta-feira, 24 de julho de 2026

Um passeio pelo Cáucaso

 

Um chá nas montanhas?

A Geórgia é um país entalado entre montanhas, Grande Cáucaso, Pequeno Cáucaso e mais umas quantas zonas montanhosas de que não apanhei o nome. Isso não parece preocupar os georgianos; àparte uma certa instabilidade atmosférica, a proximidade das montanhas dá-lhes uma sensação de segurança, como se fossem uma proteção contra ataques de inimigos. Que no entanto aconteceram, numerosas vezes!...

Uplistsikhe - há sempre rios apressados e montanhas no horizonte

O Grande Cáucaso, no norte do país, é a cadeia montanhosa mais alta da Europa, com vários picos que se elevam acima dos 5000 metros. Os mais altos situam-se na Rússia, mas as montanhas georgianas são já dignas de respeito e de uma boa visita.

Os georgianos chamam a este pequeno lago nas montanhas o "Olho do Mundo"

Assim, saímos de Tbilisi em direção a norte, em direção às montanhas e ao nosso objetivo, o Monte Kazbeck. Mas havia tanta coisa interessante para fazer pelo caminho! A estrada para norte seguia a célebre Old Military Road (Velha Estrada Militar), construída pelos russos no século XIX, para facilitar a ocupação militar e a comunicação entre as zonas centrais da Geórgia e a Rússia. Hoje, é uma bela estrada, que se faz muito bem, mas a passagem daquelas altas montanhas era um obstáculo de monta e ainda hoje há zonas onde a condução é um autêntico desafio.

Para norte, pela Old Military Road


Zhingali

Para norte de Tbilisi, os montes parecem atapetados de verde e sucedem-se suavemente. A primeira paragem é no Reservatório de Zhingali, situado no rio Aragvi,  que abastece de água a capital do país. Temos sorte com o tempo, está sol e os azuis da água misturam-se com os verdes intensos das colinas. Mas ainda temos muita estrada pela frente...


Os típicos barretes de pele vendem-se em todas as paragens

O complexo de Ananuri

Um pouco mais para norte, o mesmo reservatório de água chega aos contrafortes de Ananuri, um dos locais mais deslumbrantes da nossa viagem. Ananuri é parte de um complexo que foi sede dos Eristavis de Aragvi, uma dinastia feudal que governou a região a partir de meados do século XIII. As muralhas da fortaleza encerram uma igreja e espaços para os monges, mas tudo é tão estreito que mal se conseguem fotografar os detalhes delicados que enfeitam as paredes e servem de ensinamento aos fiéis. Mas calculo que, no século XIII, não estivessem preocupados com isso.

As muralhas de Ananuri

Detalhes...



Aqui, há muitos turistas, especialmente russos. Encontram-se até motociclistas aventureiros, a caminho do Cazaquistão, Mongólia ou outros destinos exóticos.

Dentro das muralhas de Ananuri

Seguimos caminho para Pasanauri, onde parámos para almoçar. O restaurante não era memorável, mas o rio que corria, cheio de força, mesmo ao lado, era-o com certeza. Tomámos café numa pequena roulote de beira de estrada, onde a jovem que nos serviu os cafés nos serviu também a notícia da sua gravidez recente, com uma felicidade tocante. Os georgianos ainda não estão estragados pelo excesso de turismo e são naturalmente simpáticos e hospitaleiros.

Um cafezinho nas montanhas

Começamos a entrar nas estradas de montanha, mais estreitas e sinuosas. Parámos para fazer uma degustação de mel (acompanhado de chacha, como não podia deixar de ser...), o mel clarinho das flores de acácia, o mel escuro da urze, o mel apaladado dos frutos do bosque...

O que faz este velho automóvel, dos tempos soviéticos, junto à venda de mel?

Finalmente, Gudauri! Hoje é uma uma estância de ski sem nada de relevante, mas aí perto ergue-se o Monumento à Amizade Russo-Georgiana, construído pela Rússia em 1983, quando a Geórgia era uma república soviética.  É um balcão espetacular sobre o Monte Kazbek e outros picos da cordilheira caucasiana, que ali chega a ultrapassar os 5 mil metros. O próprio monumento está a 2 400 metros de altitude.

O Monumento à Amizade Russo-Georgiana

A face interna está ocupada por um imenso mural

A nossa guia, Anna, descodificou muito bem toda a iconografia do mural que ocupa a face interna do monumento, da parte russa à parte georgiana, com a Mãe Rússia no centro. Hoje, a amizade acabou, não é mais do que uma miragem, mas as vistas das arcadas são absolutamente maravilhosas, de tirar a respiração.


Um balcão sobre o Monte Kazbek

A caminho de Kazbegi, a última etapa do nosso passeio pelo Cáucaso. O nome verdadeiro de Kazbegi (pequena localidade a poucos quilómetros da fronteira russa) é Stepantsminda, mas todos a conhecem como Kazbegi devido à proximidade do Monte Kazbek, de incrível beleza natural. A pequena vila de Kazbegi não tem nada para ver, mas os arredores são de uma beleza selvagem, magnífica. Deixamos aí a nossa carrinha e metemo-nos num veículo todo o terreno para subir até à pequena igreja da Santíssima Trindade de Gergeti, construída no século XIV. Aí, a mais de 2100 metros, podemos olhar o Monte Kazbek quase de olhos nos olhos, e a nossa sensação de insignificância torna-se mais real. O tempo começava a piorar, chuviscava e acho que não apreciei a pequena igreja como ela merecia...


A pequena igreja da Santíssima Trindade de Gergeti, no alto da montanha

As estradas nas montanhas estavam em mau estado, cheias de buracos, e necessitavam de uma perícia e uma paciência imensas. Regressámos a Tbilisi bastante moídos, mas com a alma cheia.



sexta-feira, 3 de julho de 2026

Olhares sobre Tbilisi

 

A Igreja Metecki, sobre o rio Mtkvari

Acho que me apaixonei por Tbilisi logo na noite da chegada, quando parei na Ponte Metecki e olhei em volta. Tinhamos acabado de chegar do aeroporto, uma viagem tranquila no táxi que tinhamos reservado. Depois das avenidas largas de ligação ao aeroporto, o trânsito dentro da cidade torna-se compacto e um tanto caótico. A zona velha da cidade tem aquele ar de confusão balcânica, com as ruas estreitas e pouco cuidadas, mas aí vão surgindo hotéis em espaços remodelados. O nosso é um desses hotéis, com umas varandas lindas! E o nosso quarto abre para uma dessas varandas, rendilhadas e fundas.

O bairro e a igreja de Metecki


O motorista do táxi assegurou-nos que a cidade era tranquila e segura e, embora já fossem quase 10h da noite, decidimos descer até ao centro da cidade. Caía uma chuvinha miúda e havia algum vento, por isso descemos com cuidado a rua íngreme, de paralelipípedos escorregadios. Quando comecei a atravessar a ponte, olhei à minha volta e senti-me no meio de um presépio. As casinhas subiam pelas encostas, com as suas varandas grandes e trabalhadas, como olhos brilhantes. Espalhadas pelas colinas, inúmeras igrejas iluminadas. No alto da falésia, a velha Igreja Metecki, guardada pelo rei Vaktang IV montado no seu cavalo. Na base da falésia, à beira do rio que corre rápido e caudaloso, duas capelas iluminadas deixam entrever o brilho dourado dos ícones. Quando olhei um pouco mais ao longo do rio, a Ponte da Paz brilhava também, com milhares de luzes led intermitentes. Mas, nessa altura, eu já estava apaixonada por Tbilisi.

A falésia sobre o rio, guardada pelo rei Vaktang IV


A Ponte da Paz

É preciso entender que Tbilisi tem uma implantação extremamente cenográfica. Foi construída no século IV para substituir a antiga capital do reino da Geórgia, a cidade de Mtskheta, situada uns quilómetros a norte, numa situação muito mais exposta a invasões e outros perigos. Hoje, Mtskheta é essencialmente o centro da vida religiosa do país. Reza a lenda que o rei Vaktang andava a caçar quando encontrou umas nascentes de águas sulfurosas, boas para a saúde, e aí mandou erguer a sua nova capital. As termas ainda lá estão, mas eu acho que o rei percebeu bem o valor da localização estratégica da nova cidade.

O rei Vaktang IV saúda a Mãe da Geórgia

As termas de águas sulfurosas

As casas equilibram-se na falésia

Tbilisi foi erguida nas margens do rio Kura (Mtkvari, na língua georgiana), e trepa pelas encostas ao longo de quilómetros. Então, as duas margens dialogam uma com a outra, de forma teatral. O rei Vaktang ergue a mão, parecendo saudar a enorme estátua da Mãe da Geórgia, que no topo da colina oposta continua a segurar numa mão um cacho de uvas, evidenciando a hospitalidade aos amigos, enquanto a outra mão brande  uma espada para atemorizar os inimigos. Ou talvez a Mãe da Geórgia guarde o Palácio Presidencial que domina outra das colinas...

A grande estátua da Mãe da Geórgia

O Palácio Presidencial, na outra margem

O rio Mtkvari e a ponte Metecki

Esta zona mais antiga da cidade foi destruída e reconstruída outras tantas vezes (talvez necessite mesmo de uma proteção simbólica extra...). Rodeada de inimigos poderosos, a Geórgia, um dos reinos mais antigos da Europa, um dos berços do Cristianismo, foi invadida e ocupada inúmeras vezes. Hunos e bizantinos, turcos e mongóis, tropas de Gengis Khan e de Tamerlão, persas e russos, todos por aqui passaram, deixando rastos de destruição mais ou menos duradouros. Como alguém nos dizia, quando andavamos a passear pelas montanhas do Cáucaso, as montanhas eram os únicos vizinhos da Geórgia que nunca tinham tentado invadi-los... Esta ameaça constante, que dura até hoje, tornou-os resistentes e orgulhosos das suas características e particularidades. É o caso da sua língua e da sua escrita, tão peculiares.

O responsável pelos brindes é uma figura importantes nos banquetes
e representa a hospitalidade georgiana

Estátuas na Ponte Baratashvili

A Torre de Relógio mais célebre de Tbilisi

Num dos dias em que estivemos em Tbilisi, um domingo, festejava-se a Festa da Pureza da Família. É um feriado nacional, religioso mas também nacionalista. Havia muitas pessoas vestidas com os trajes tradicionais, que se encaminhavam para celebrações religiosas ou festas mais laicas. Lembro-me de ver famílias vestidas a rigor na Catedral de Sioni ou na Basilica Anchiskhati (a mais antiga igreja de Tbilisi, do século VI) e muitos milhares de pessoas a passarem na Ponte Baratashvili, participando numa enorme procissão. A Geórgia foi dos primeiros países a adotar o Cristianismo, logo no século III, e a igreja ortodoxa georgiana é uma parte importante da sua identidade nacional.

Tímpano da Basilica Anchiskhati

O belo candelabro central da Igreja Metecki

Há centenas de igrejas, capelas e pequenos mosteiros espalhados pela cidade. Algumas têm frescos e decorações antigas e belíssimas, por regra proíbidas de fotografar ou filmar. São idênticas na sua estrutura interna e externa, seguindo um esquema bastante rígido; é precisamente nos pormenores decorativos que, por vezes, se destacam. As esculturas delicadas, os grandes candelabros de ferro forjado, os frescos e os belíssimos ícones que cobrem as paredes.

A catedral de Sioni

Interior da Catedral de Sioni

A igreja mais imponente é a catedral de Sameba, fora do centro histórico, que esmaga pelas suas dimensões. Implantada no meio de um jardim, ao cimo de uma imensa escadaria, o complexo religioso é imponente. Por baixo da catedral, há uma capela subterrânea que também quisemos visitar e fomos surpreendidos por outra igreja enorme, de dimensões quase idênticas à do piso superior!

Subindo para a Catedral de Sameba

O belo pátio fronteiro

A zona mais elegante de Tbilisi é a que se estende entre a Praça da Liberdade e a Praça da República, ao longo da Avenida Shota Rustaveli. Aí se encontram muitos edifícios diferenciados, construções dos séculos XIX e XX, que hoje albergam museus, edifícios governamentais, casas de espectáculos. Aí está também a livraria mais célebre da cidade, a Prosperous, onde queriamos dar uma olhadela. Gostaria muito de ter tido tempo para visitar mais espaços culturais, como o Museu de Artes Plásticas com a sua coleção de obras de Pirosmani, mas optámos sem dificuldade pelo Museu Nacional da Geórgia. A escolher um, teria de ser esse! E que boa escolha!

Shota Rustaveli, o maior poeta georgiano, na avenida com o seu nome

O Museu de Artes Plásticas

A Casa da Ópera e do Ballet

O Museu Nacional da Geórgia tem muitas coisas interessantes para mostrar, mas destaco o Tesouro, composto por peças de ourivesaria desde os tempos da Cólquida até à Idade de Ouro da Geórgia, na Idade Média (séculos XI a XIII). Tem peças absolutamente magníficas, tiaras, brincos, além dos ícones medievais, maravilhosos! Foi também interessante perceber como os georgianos conseguiram preservar o seu Tesouro, após a invasão do Exército Vermelho, quando todos os grandes museus do mundo lhe queriam deitar a mão!


A escadaria para as Crónicas da Geórgia

Fora do centro histórico de Tbilisi, ergue-se um monumento absolutamente extraordinário: as Crónicas da Geórgia. É formado por um conjunto de 16 colunas com mais de 30 metros de altura, projetado ainda nos tempos soviéticos, em 1985, mas finalizado apenas no início do século XXI. Cada coluna está dividida em três secções: no topo, estão talhadas cenas da vida georgiana, como a produção do vinho; na base, estão esculpidas cenas do Novo Testamento; na secção central, estão as estátuas dos heróis georgianos, reis e rainhas, intelectuais, escritores, soldados. Situado no topo de uma colina, este conjunto monumental tem vistas imperdíveis sobre o “mar de Tbilisi” e é de uma imponência que me impressionou vivamente!





Esta pequena capela, também ricamente esculpida, faz parte do conjunto
monumental das Crónicas da Geórgia

No último dia que passámos em Tbilisi almoçámos num restaurante da Avenida Rustaveli, animado por um velhote que parecia adormecido, mas de vez em quando acordava para tocar piano e pedir dinheiro... Nota máxima para o frango com romãs! Porque o encanto da Geórgia também está na sua culinária!