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Uma casa com telhado de colmo, típica das Cotswolds |
Caminhar pelas ruas de
Oxford é uma experiência subjetiva. Cada um deixa-se maravilhar por coisas
diferentes. Em primeiro lugar, há a beleza dos edifícios. Dezenas de colégios,
muitos deles com raízes medievais, aglomeram-se no centro da cidade. Dominada
pela vida universitária, a cidade alberga nada menos do que trinta e seis
colégios, fundados maioritariamente entre os séculos XIII e XVI. Alguns são bem
conhecidos, como o All Souls, Christ Church, Trinity, Corpus Christi,
e convocam a nossa imaginação para solenes cerimónias tradicionais e coros de
rapazes de vozes angélicas. Os pátios e corredores, os refeitórios,
conhecemo-los dos filmes. E deixamo-nos enlevar pelos seus pináculos góticos,
ou pela sua simetria clássica, ou pelas recordações do nosso imaginário.
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O pátio interior de um dos colégios de Oxford |
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Espreitando... |
Mas Oxford não é só
tradição, continua a ser um centro universitário de excelência, cheio de jovens
que querem praticar desportos, conviver, beber umas cervejas com os amigos, e a
cidade também é famosa pelos seus pubs.
A mim, o que me esmaga
e maravilha, é o peso de todas aquelas pessoas que ali estudaram, trabalharam,
tiveram ideias, fizeram experiências, ensinaram. Passo pelos edifícios e
leio-lhes os nomes, reconhecendo muitos deles das matérias que estudei no liceu.
Que magnífica massa crítica, que espantosa acumulação de inteligência!
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A Radcliffe Camera, uma original biblioteca redonda |
Há lojas do franchising Harry Potter, que vendem
recordações de coisas que nunca aconteceram. A riqueza do que realmente se foi
desenrolando entre as paredes daqueles vetustos edifícios fascina-me muito
mais…
Para noroeste de
Oxford, estende-se a região das Cotswolds. Chamam-lhe o coração de Inglaterra,
talvez porque os ingleses gostem de se rever nas pequenas aldeias de pedra cor
de mel, com telhados de colmo e canteiros de flores coloridas. São realmente
encantadoras!
Passámos por algumas
dessas aldeias, devagar. Os pequenos hotéis rurais condensam em si todas as
características de tradição e encanto que pensamos encontrar e apetece-me
fotografá-los sem cessar.
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Os acolhedores hotéis das Cotswolds |
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Adicionar legenda |
Pequena paragem em Stratford-upon-Avon. Já aqui escrevi sobre esta Shakespeareland e a minha opinião não se alterou, por isso não me vou alongar sobre o assunto.
Mais a norte, o Lake
District volta a mergulhar-nos no coração dessa Inglaterra rural, preservada de
uma forma romântica e idealizada, por contraste com a Inglaterra negra, a
Inglaterra das fábricas e minas, a Inglaterra da Revolução Industrial. Beatrix
Potter viveu no Lake District e foi uma das responsáveis pela criação do National
Trust Fund, que hoje detém a propriedade de inúmeros castelos, abadias ou
simplesmente áreas agrícolas; assim se garantiu a sua preservação.
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O belo Lago Windermere |
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Confraternizando com os gansos do Lago Windermere |
A paisagem varia entre
os lagos e as colinas, de pastos muito verdes separados por pequenas sebes e
povoados de inúmeras ovelhas. As aldeias são pitorescas e tradicionais. Vale a
pena percorrer as estreitas estradas rurais para apreciar devidamente a região.
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As estradinhas rurais do Lake District |
Em Windermere, a maior
atração não é o lago, mas o Museu de Beatrix Potter, onde os turistas vão
reencontrar as personagens ternurentas dos seus livros infantis. O coelho Peter
e os seus amigos estão em todo o lado, nas montras e nas lojas de recordações,
e nas margens do lago ainda nos podemos cruzar com as descendentes da Pata
Patrícia.
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A entrada do Museu dedicado a Beatrix Potter |
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Lojas do Peter Rabbit and friends por todo o lado... |
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Uma orgulhosa descendente da Pata Patrícia? |
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